Rota do Cangaço


A chamada Rota do Cangaço parte do atracadouro de Piranhas, começando com um passeio de catamarã de cerca de 45 minutos pelo leito natural do Rio São Francisco.

A primeira parada é no distrito de Entremontes, conhecido pelo trabalho artesanal das bordadeiras de “rendedê”. Além de ver as mulheres com agulhas, linhas e bastidores nas mãos em suas casas, há um pequeno museu exibindo peças antigas confeccionadas com o rendedê. Outro ponto de interesse em Entremontes é a casa onde o imperador Dom Pedro I se hospedou durante sua passagem pela cidade.



Depois de cerca de meia hora, o catamarã segue para o Restaurante Angicos, ponto de onde sai a trilha que leva à atração principal do passeio: a Grota de Angicos. Foi lá que Lampião, Maria Bonita e os demais cangaceiros morreram na emboscada da polícia. Antes, porém, um alerta: a trilha em si é pequena – cerca de 700 metros – mas o calor escaldante do sertão, por entre a vegetação rasteira de cactos e mandacarus, vai requerer um bom preparo, com direito a várias pausas para tomar água e descansar. Mas vale a pena ver de perto a Caatinga, bioma que só existe no Brasil, especialmente no Nordeste.



Logo no inicio da caminhada, o visitante é chamado a atenção para uma casa de taipa supostamente teria sido de Pedro Cândido, um dos coiteiros (os que davam asilo e proteção) de Lampião. A história dele, aliás, é bem controversa: há quem diga que foi ele quem entregou o paradeiro do grupo após ser torturado pela polícia de Alagoas, ou que recebeu em troca da delação o posto de subdelegado de Piranhas.



A Grota de Angicos faz jus à escolha de “lugar seguro” de Lampião, pois realmente é de difícil acesso. No local hoje estão cruzes e placas com os nomes dos cangaceiros emboscados, além da de Adrião Pedro de Souza, o único soldado morto no confronto.



Fazenda Mundo Novo



Outra opção de passeio temático sobre o cangaço é visitar a Fazenda Mundo Novo, a 30km do lindo município de Canindé de São Francisco. A área de 663 hectares, em meio à vegetação da Caatinga, servia de refúgio para Lampião e seu bando.

Os detalhes históricos da passagem de Lampião podem ser conhecidos através da Trilha do Cangaço. São 557 metros de trilha, que passa tanto pela famosa Banheira de Maria Bonita, uma formação rochosa onde a mulher de Lampião costumava banhar-se, como pelo local onde o casal dormia (uma cama de pedra sob rochas).






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